Archive for the 'Paulinha Balduíno' Category

07
mar
10

Diário de gravação “Assoma”: vocais

Acompanhe os bastidores das gravações da banda Assoma, uma das melhores bandas de rock independente que conheci estes últimos tempos.

Ouça a música “Redoma” do Assoma na Galeria Disco1. É a sexta faixa!

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22
set
09

Assoma incendeia festival e conquista jurados

E rolou na última quarta-feira, 16/09, em São Paulo, uma das etapas da segunda fase de eliminatórias do X Aurora Fest Rock, no Café Aurora. Nesse dia se enfrentaram no palco as bandas Assoma, Papai Elefante, Vock, Meu pai chamava Milton, Sliders e Elveto.

A noite de shows foi aberta pela banda Assoma, que aqueceu o público e incendiou o palco em um show quente, direto e empolgante, mesmo com dois integrantes, a vocalista e o baterista, com a saúde debilitada.

E a garra foi tanta que os jurados notaram: o Assoma foi classificado para a a próxima etapa do festival em primeira colocação nessa eliminatória. O próximo show ocorre no dia 21/10, também no Café Aurora.

Serviço:
X Aurora Fest Rock
Quando: Todas as quartas-feiras
Onde: Rua 13 de Maio, 112 – Bixiga (SP)
Info:
http://www.cafeaurora.com.br

10
ago
09

Assoma é considerada uma das melhores bandas da noite em festival

No último dia 04, terça-feira, mais uma etapa do Aurora Rock Fest, festival realizado pelo Café Aurora. Nessa etapa, apenas três bandas foram classificadas e uma delas foi o Assoma, eu defendeu a faixa “Invisível”, a ser lançada pela coletânea ABC do Som.

A banda, formada em 2008 por músicos do ABC, apresentaram em meia hora um repertório intenso de músicas de melodias diretas, som pesado e letras incisivas. Destaque para as performances empolgantes de Xande (guitarra), Rato (baixo), Paulinha (vocal) e Kbssa (bateria).

Confira os vídeos do Aurora Fest:

23
abr
09

Como compor um som?

Eu tinha uma outra pauta na cabeça para esse artigo, mas como Denis me sugeriu essa (e eu óbvio, topei o desafio) vamos lá…Na verdade, ele queria saber como se dá o processo de produção de uma música. Direi claro, da parte que me cabe, como funcionam as coisas no Assoma.

Não dá para ser muito regrado no que vem primeiro, se é a letra ou a melodia. E eu nem aconselharia a estipular algo pois isso pode atrapalhar o processo de produção. Eu escrevo muita coisa. Mas MUITA mesmo e por razões óbvias nem tudo vira letra. Tenho uma necessidade intensa de escrever para organizar pensamentos e sentimentos e por essa razão, transformo o que muitos especialistas chamam de hipergrafia (um distúrbio, uma neurose voltada a escrita) em arte ou em puro desabafo, caso de quase todas as músicas do Assoma.

Com “Tempo Mudo” não foi diferente. Mas nesse caso em específico, o compositor foi Xande, nosso guitarrista e não eu, apesar da letra ter a minha cara. Me identifico muito com ela e pela fase que foi composta, caiu como uma luva. Entrei um dia no fotolog dele e lá estavam os esboços de “Tempo Mudo”. Comentei a ele depois que daria uma bela letra, ele deixou que eu acertasse a métrica e em um determinado ensaio, quando os meninos começaram a compartilhar riffs eu comecei a cantar. Pronto, nasceu! Aliás, se tem algo que eu acho ótimo no Assoma é que TODO mundo opina, desde o instrumental, a letra e o jeito de cantar. É um grupo, de fato. Todos têm voz ativa.

Confira o derradeiro post aqui: http://www.fotolog.com.br/essecaraaqui/27714307

Na real acho que Denis queria uma receita de bolo para esse texto, algo que desse passos de como fazer uma boa letra, um bom som. Meu caro amigo, sinceramente eu não sei. As coisas fluem, elas vibram, a voz reverbera no diafragma e explode pelos poros. As letras postas no papel são reflexos do nosso cotidiano. Se eu tivesse algo para dizer que pudesse guiar ou ajudar o trabalho de aspirantes a músicos eu diria uma coisa: sinceridade acima de tudo. Escrevam com o coração, cantem e toquem como se fosse a última coisa que poderiam dizer em vida. Se você conseguir tocar alguém com isso, pode ter certeza de que não precisarão falar mais nada na sua vida, afinal, a missão estará cumprida.

Para ouvir “Tempo Mudo” acesse www.myspace.com/assomarock

E nos siga pelo Twitter! http://twitter.com/assomarock

Paulinha Balduino é jornalista, vocalista do ASSOMA e uma apaixonada por verdades cantadas.

24
mar
09

A perspicaz visão de Paulinha Balduino sobre o show do Radiohead, o Ronaldo da música

Denis, não fique triste!! Apesar de não ter tido show do Vanguart, sabe lá
Deus por qual razão eles foram cortados do Just a Fest, a apresentação tão aguardada dos Hermanos deixou a desejar. Mas já chego lá…Dia nublado, nem frio e nem quente, pessoas perdidas na Augusta. Peguei qualquer ônibus, ainda peguei táxi no meio do caminho e fui até o local.
Matarazzo interditada, muito trânsito e dá-lhe andar até chegar a arena.
Lembrei muito da época em que morei nos Estados Unidos e ia a shows lá… grama, cerveja, tendas. Boa estrutura, não se pode negar.

Los Hermanos no palco as 17h25 se não estou muito enganada. Me perdoem, mas apesar de jornalista também sou de alma, corpo e coração. Estava muito ansiosa para vê-los. Dava para notar que o show foi uma diversão a eles que tem se empaturrado de outros projetos igualmente dotados de sucesso e qualidade. Mas não empolgou. Show melancólico demais, lados B e com cara de ensaio aberto. Estranho!

Mais estranheza no Kraftwerk, papas do eletrônico que fizeram um show frio, sem auxílio de iluminação e efeitos suficientes para transformar aquilo tudo numa rave e fazer a galera dançar. Há quem diga, de forma maldosa assim como eu, que durante o show os integrantes do grupo alemão utilizaram artifícios como Orkut e MSN para passar o tempo. Inveja!

Já o Radiohead, bom, surpreendeu! Eu achei que seria tão melancólico quanto os Hermanos, triste e morto… e olha q sou fã, hein? Ao final das contas rolou MUITOS efeitos na iluminação, coisa de embasbacar, telões que mostravam o palco em ângulos inóspitos, Thom Yorke dançando bagarai (eu nem sabia que ele dançava), banda perfeita, voz perfeita, vibe indescritível, frio, um pouco de chuva e lama…

Jornalistas que me perdoem, mas não dá para ser imparcial falando de música, ainda mais quando se trata de uma banda capaz de mudar gerações. Surreal, memorável, algo que vou contar com orgulho aos meus sobrinhos.
*Destaques para:*

Karma Police, onde todos gritavam o refrão fortemente como se compartilhassem do mesmo sentimento, o de estar perdido!

Idioteque muito melhor do que a versão original.

Paranoid Android, onde todo mundo surtou voltando a cantar e “forçando” Yorke a cantar em coro com os presentes, mesmo após o término da execução.

Creep: último som após 2 “bis”. Juro que achei que o chão fosse afundar tamanha força e energia… Me pareceu que todos estavam desesperados por algo, desde encontrar a si mesmos, a ser valorizado por alguém.

Set List perfeito, ainda que sucessos como High and Dry e No Surprises tenham ficado de fora, assim como sons menos conhecidos como How to Disappear Completelly e 2+2=5.

*Mais Destaques:*

Para os indies em dia com seus cartões de crédito, fazendo o evento se tornar a maior concentração de roupas de grife por metro quadrado. Palmas para o São Paulo Fashion Listras!
*Banheiros:*

Desde o Ozzfest, na Virginia – EUA, eu não via banheiros tãããõ imundos…Meninas sofreram naquele negócio, viu?
*Saída:*

Assim como no show do Iron Maiden, um funil de saída, digo, apenas um portão disponível. A marcha dos pingüins paulistanos.
*Transporte:*

Parafraseando meu amigo jornalista AD LUNA, é impressionante como uma cidade como São Paulo não possui transporte coletivo durante as 24h ou algum tipo de reforço para eventos como esse. Muita gente dormiu na rua, outras tantas pagaram o que não tinha para um táxi. No meu caso, andei durante uma hora e meia atrás de um…

 

*Paulinha Balduino* é jornalista que escreve com o coração em certas ocasiões, vocal da banda ASSOMA e sim, eu encontrei o Denis!!! XD

14
mar
09

Saldo do Grito Rock 2009: da batalha ao reconhecimento

Nada melhor do que abrir esse novo espaço pela Disco1, grande apoiadora e
incentivadora de bandas independentes, com o saldo do evento mais
burbulhante de toda a cena nacional. Burbulhante, humhum, pesei na mão… mas
eu explico: O Grito do Rock acontece em diversas cidades do Brasil quase nos
mesmos dias, ou seja, é um festival onipresente, cabriocário e
estrogonoficamente democrático, como diria o famoso “Rei do elogio” (vide
YouTube).Tudo a ver com a Disco1, não é mesmo? Se por um lado a Disco1 promove,
dentre outras coisas, eventos no Clube do Vinil e está sempre disposta a
divulgar o nome de bandas interessantes da cena underground, associações
como o Espaço Cidadão do Mundo, Circuito Fora do Eixo e a galera do Escárnio
e Osso se movem com o mesmo propósito: democratização da arte e expansão do
alcance da cultura. Os preços de eventos realizados pelas entidades acima
são sempre muito acessíveis, menos de 10 reais no geral… E no Grito Rock
2009, por exemplo, foi pedido apenas 1kg de alimento por pessoa para
adentrar aos shows.

Como musicista, posso dizer que essas ações só têm a agregar, ainda mais
quando são muito bem executadas, com equipamentos de boa qualidade, respeito
aos músicos, atenção focada ao trabalho em si e não ao
poserismo… Entrevistas, divulgação via YouTube, rádios online, textos,
fotologs… Tecnologia a serviço da cultura, da diversão e da informação. É
só o que as bandas pedem.

Enfim, o saldo do Grito Rock 2009 foi muito mais do que positivo: casas
cheias, bandas foderosas como Madame Sataan, Banzé, Monaural, Droogies, Los
Porongas, Seychelles e claro, Assoma, divulgação, espaço, respeito,
credibilidade e reconhecimento.

No final das contas, o texto serve para estrear esse espaço na Disco1, mas
também para agradecer a todas as entidades que promovem a música e ajudam na
batalha de músicos que só tem uma motivação na vida: o amor pelos acordes.

Rock on!
Paulinha Balduino é jornalista e vocalista do Assoma (www.assomarock.com)




Trailer do doc. “Nós Vamos Continuar Falando de Música”

Movimento “Salve o Casarão!”

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