13
abr
09

Review: Mallu Magalhães em Piracicaba

Realmente, é a nova “pequena notável”.

Se você está ligado no que está rolando atualmente na nova cena musical tupiniquim provavelmente já ouviu falar de Mallu Magalhães. Ela esteve neste sábado, 11/04, se apresentando em Piracicaba junto com Liberdad Machine, Carburados, Bigger Boys e Stribeira.

Quando cheguei no Teatro São José, onde nunca tinha ido anteriormente, fiquei espantado! O lugar é incrível! Realmente tem um formato clássico de teatro, com dois andares de camarotes e até aquelas pinturas à la teto da Capela Sistina. Demais! Fora isso, já fui sendo recebido com uma boa versão de “A Minha Menina” de Jorge Ben, só que um pouco mais puxado para OS Mutantes. Já começou bem!

Pra melhorar, depois daquela voltinha básica para reconhecimento do local, encontrei meus amigos, parceiros e filhos adotivos do Homens-Bomba Só Precisam de Um Abraço. Claro que rendeu uma boa conversa, né? Depois de ser forçado a me despedir da Carol, do Thiago e o resto da gangue por falta de voz, fui dar uma volta e apreciar o que mais tinha por vir. Acontece que tive o prazer de apreciar o show de uma banda que, até aquele momento, para mim era desconhecida: Bigger Boys. Com uma pegada bem ao estilo do indie inglês, que a todo tempo me fazia recordar The Fratellis, o pessoal mandou muito bem! A galera presente parecia ter vindo exatamente para curtir os moçoilos e iria aproveitar para ver a Mallu fechando. Exagero? Hummm… Talvez, mas era bem por aí! Ah! E ainda fecharam com uma versão muito bacana de “You know I’m no good” da maluquinha Amy Winehouse. Esses realmente ainda vão dar o que falar!

Pois bem! Depois de alguns minutinhos, Casali e a Paloma (creio que dois mais loucos que eu) sobrem ao palco para anunciar a atração principal. A pequena Mallu sobe ao palco ovacionada por um público um tanto peculiar que, de tanta mistura de tribos, prefiro apenas chamar assim… peculiar. Não importava se sabiam a letra, se não sabiam cantar em inglês, tanto faz! Era um público que sabia curtir o momento.

A Mallu já está bem diferente do que pude ver na Virada Cultural do ano passado. Talvez seja nervosismo com o tamanho que sua economia de presente de aniversário se tornou (junto o $$$ para gravar umas músicas, colocou no MySpace dela e olha o que virou) em tão pouco tempo, talvez seja uma overdose prematura de ovos de chocolate, afinal, era véspera de Páscoa, ou talvez algumas regras básicas de conduta típicas dos grandes artistas, mas, em definitivo, já está um tanto considerável mais madura e profissional. Se já era alguém com talento nato, está muito bem encaminhada profissionalmente. Essa vai longe MESMO!

Achei particularmente interessante uma de suas novas músicas que apresentou. Meu Deus, é Los Hermanos puro! De onde será que isso surgiu?

O fato é que, de todas as formas, ela pareceu estar muito bem amparada. Seus pais estavam lá (até tocar com ela o pai dela tocou!), a banda manda muito bem, como já disse, a produção a está desenvolvendo um trabalho de preparação muito bem feito e tem o Marcelo Camelo que dispensa comentários.

Resumindo: Uma noite fantástica! Ah! E por final, encontrei o último integrante do Totem Provoc que ainda não havia conhecido. A noite provou que a cena independente dá certo se você fizer um trabalho correto e de qualidade. Agora é a nossa vez!



Trailer do doc. “Nós Vamos Continuar Falando de Música”

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