Arquivo para fevereiro \02\UTC 2009

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Receita para se fazer um rockstar #1

Dica #1: Crie e mantenha o hábito de ler… Até o final!

Trabalhar no mercado independente é algo complicado como todos já devem saber. Trabalhamos quase que 100% do tempo com orçamentos muito abaixo do necessário para se fazer o que pretendemos realmente e, muitas vezes, com o profissionalismo que não ofusca a independência, o resultado é extremamente positivo.Mas o problema não é só nas influências externas da cena (quando corremos atrás de algum tipo de patrocínio, por exemplo). A coisa já vem errada de dentro! Um caso bem corriqueiro são os “mendigos” que buscam patrocínio (como citei agora mesmo). Gente, ninguém aqui tem que pedir esmola! Ninguém está pedindo ajuda! Patrocínio cultural ajuda todo mundo! Afinal, a verba entra e a marca é divulgada. Então, que tal pararmos de “pedir ajuda” e nos portarmos “vendendo cotas de patrocínio”? Já é um começo…

A grana é realmente uma coisa que causa grandes transtornos nessa área. Casos de bandas pagando para tocar, vendendo ingressos, não recebendo o cachê, etc, são muito comuns e que fere a imagem de bares e organizadores de eventos. Em contra-partida, os custos para manter uma casa ou organizar um evento são muito altos e depende-se do público comparecer para que ele se pague e gere algum retorno. Ainda nesse tema, sabemos que a busca por bandas novas não é atitude do grande público. Ele espera que a mídia e que os formadores de opinião da área lhes diga o que é bom e o que não é. E isso, meus caros, não é tão simples assim.

O público independente reconhece muitas bandas potencialmente boas pelo repertório cover que apresentam. Eles, na verdade, gostam da música e do artista que está sendo copiado e, se for fielmente “xerocado”, a galera vai na onda de que a banda também é boa. Mas, qual é a dessa banda? Eles só querem copiar? O que eles tem a dizer? Qual o estilo? Por que esse estilo? São tantas perguntas importantes a serem respondidas e informadas que a galera muitas vezes nem faz idéia e nem sabe por onde e como começar a responder. Bom, podemos começar agora:

Que tipo de banda você é?

Por que vocês fazem música? Só querem se divertir? Não tem nada melhor pra fazer no tempo livre? Não sabem jogar futebol? Tocam por cerveja? Querem fazer uma carreira e investir para se tornarem conhecidos e aclamados pelo seu público? Se você disse sim para a última alternativa, respondo com mais uma pergunta: Qual banda ou artista grande que você conhece que não possui, no mínimo, um produtor e um trabalho de mídia muito bem executado?

Se realmente querem levar isso a sério, pensem na banda como uma empresa. Invistam! Tempo e dinheiro! Afinal, tempo É dinheiro! É fácil entender tudo isso. Aproveitando que o Brasil é o país do futebol, vamos fazer uma analogia. Assim como no futebol, quando se quer iniciar uma carreira como jogador você precisa investir. Comprar chuteiras (instrumentos), fazer testes (ensaiar), jogar muito (tocar muito) e ser conhecido (mesma coisa). Não adianta você ser ótimo e seu público não lhe conhecer! Quem vai comprar seus CDs, suas camisetas, ir nos seus shows, ouvir suas músicas, comprar seus DVDs, baixar suas bugigangas no site? Qual time vai lhe contratar se não souber que você existe? Mas se você acha que vai conseguir passar na primeira peneira você está muito enganado! Até lá tem muito chão ainda!

Um grande técnico só vai pedir para o time lhe contratar se souber que você existe e for um grande jogador, sacou? Ele vai precisar de informações suas, ver pelo menos algumas fotos, vídeos de você jogando, a torcida vibrando com você! E quem você acha que faz isso tudo? O agente do jogador (ou pelo menos um dos vários agentes).

Resumindo, ninguém vence esta batalha sozinho. É complicado? Claro que é! Mas se você quiser fazer realmente bem feito, quiser realmente um retorno satisfatório e, por que não, talvez ainda mais do que sempre sonhou com essa idéia louca de ser músico, invista! Se quer ser gente grande, haja como tal. E é simplesmente para botar tudo isso aí em prática que existe o Disco1 – Laboratório de Música Independente, não pra fazer caridade, mas pra trabalhar duro como você também faz.

Cresça: http://www.disco1.com.br




Trailer do doc. “Nós Vamos Continuar Falando de Música”

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